terça-feira, 26 de março de 2013

Renato Russo


Hoje, dia 27 de março de 2013, seria o aniversário de 53 anos de um dos melhores artistas que o Brasil já teve. Renato Russo era um gênio misterioso, que marcou muito a história da música. Então presto essa mínima homenagem s2

"Renato Russo 53 ANOS - RENATO MANFREDINI JÚNIOR NASCEU
NO DIA 27 DE MARÇO DE 1960 NO RIO DE JANEIRO.

Considerado por alguns como o líder quase messiânico dos jovens, Renato Russo refutava veementemente essa ideia  dizendo que era apenas um cantor que cantava o que as pessoas gostavam e queriam ouvir. Renato Manfredini Júnior (seu verdadeiro nome). Aos sete anos foi morar em Nova Iorque, após seu pai, funcionário do Banco do Brasil, ser transferido para os Estados Unidos.
Aos 15 anos, Renato Russo sofre de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos de suas pernas, fazendo com que ele passasse o tempo todo sentado ou deitado.
É nesse período da doença que Renato começa a esboçar os primeiros desejos de se tornar músico. Em sua imaginação ele cria uma banda chamada 42nd Street Band, na qual ele era o vocalista e se chamava Eric Russel. Pela primeira vez o seu nome artístico começava a aparecer. “Russel”era uma homenagem a um dos seus filósofos favoritos, o inglês Bertrand Russel. Mais tarde, o “Eric Russel” daria lugar ao conhecido “Renato Russo”.
Totalmente recuperado da doença, Renato começa a se envolver com o movimento punk criado em Londres nos anos 70. Calças rasgadas, alfinete na orelha eram o suficiente para chocar a sociedade brasileira da época.
No ano seguinte, o Aborto Elétrico acaba por causa de diversas brigas entre Renato Russo e o baterista Fê Lemos. Renato passa a compor com mais intensidade e a realizar shows onde ele toca violão e canta sozinho, ficando conhecido como o Trovador Solitário. É nessa época que alguns clássicos do rock nacional como “Eu Sei” e “Química” foram escritos por Renato.
Renato convida Marcelo Bonfá para formarem uma banda chamada Legião Urbana.
Em dezembro de 1988 outro fato marcaria profundamente a Legião Urbana. O baixista Renato Rocha sairia da banda após diversas divergências com os outros integrantes. A Legião Urbana deixava de ser um quarteto para ser um trio.
1995 - O ultimo show da história da Legião Urbana.
1996 - Morre Renato Russo em seu apartamento na rua Nascimento Silva, em Ipanema."


Esse texto é da página do facebook Brasileiríssimos, que por sua vez, buscou nesse site do Renato Russo.
(Aproveitando a deixa, essa página do face é ótima! Pra quem gosta de música brasileira, super recomendo.)


Se quiser conhecer mais sobre esse amado compositor, acesse as páginas acima, ou leia os livros.
Sim, esses links funcionam.

Links para Livros: (Todos pelo 4Share)
Clique nos títulos para download
Faroeste Caboclo - (Jorge Leite de Siqueira)

E para quem quiser assistir o programa Por Toda A Minha Vida - Especial Renato Russo, este é o link para o youtube.


E não preciso nem dizer que todos os álbuns são facilmente encontrados para download, certo?

Bom, esse é o baby Renato dizendo um tchau, hahaha. Obrigada por lerem. Feliz aniversário, RR s2

10 músicas que você já ouviu e não lembra o nome

Eu resolvi fazer um post sobre músicas que eu e meus amigos sempre gostamos, e nunca fazíamos ideia de quem era, ou o nome da música, por muito tempo. HAHAHAHAHAH
Não sei se vai ser o caso da maioria, mas pelo menos são músicas legais!

TOP 10!
( Só que 11)


#1 Matchbox Twenty - Disease




#2 Radiohead - Fake Plastic Trees






#3 The Darkness - I Believe In A Thing Called Love




#4 The Hives - "Hate to Say I Told You So






#5 Chumbawamba- Tubthumping






#6 The Verve - The Drugs Don't Work







#7 The Cardigans - Lovefool



#8 Billy Idol - Dancing With Myself



#9 - The Cranberries - Linger






#10 - Smash Mouth - All Star



Bônus! Hahahaha


Smash Mouth - I'm A Believer

Para deitar e voar

Aconselho, pare de fazer tudo o que está fazendo, e ouça Led.



Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)






Músicas:

Black Dog

Rock and Roll
The Battle of Evermore
Stairway to Heaven
Misty Mountain Hop
Four Sticks
Going to California
When the Levee Breaks

Montage dans vos yeux





Não importa quantas histórias eu invente, o lugar, pessoa, tempo, data, situação, problema. Mas eu nunca invento o olhar de alguém.

Se escrevi e descrevi aquele olhar, estava lá em algum momento, em algum lugar. E eu o guardei, pra escrever sobre, e senti-lo de novo.








A gente conhece as pessoas com o olhar, ama e compreende. São as melhores memórias que guardo.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Serena e neve


O vento fazia meu cabelo bater repetidas vezes no meu rosto. Estava frio e meu nariz congelado. Eu estava encolhida no canto da escada do campus, ao lado da minha sala, às 8:45. Meu intervalo era em cinco minutos, mas seria tarde demais, porque às 8:47 ela ia passar desse lado do campus. Ia passar de botas, porque estava nevando. Provavelmente estaria com a ponta do nariz vermelho e quando eu percebesse isso, ela riria.
Meus pensamentos preencheram os dois minutos completamente. Já conseguia ouvir seus passos... Botas. Sorri e ergui o rosto. Lá estava Loui, sempre desarrumada, sempre linda.
Andava devagar propositalmente, eu sabia. Então ela derrubou o livro, como todos os dias. Quer dizer, as vezes ela parava e pegava alguma flor pelo caminho, mas estava nevando. As vezes ela comprava um suco, mas a cantina estava fechada. E as vezes ela só parava.
Abaixou-se sorrindo, colocou as mãos cobertas por grossas luvas no chão e retirou o livro da neve. Então olhou pra mim, finalmente.
Senti aquele calor vindo pra dentro de mim, não sei de onde. Era como se seu olhar me invadisse, roubasse todos os sentimentos ruins, arrancasse todos os problemas. Aqueles olhos escuros eram muito claros para mim, e só para mim. Ela não permitia ninguém mais olhar para ela assim, com tanto amor. Eu conseguia sentir mais que um dia de conversa naquele olhar. Conseguia entender se ela estava triste ou feliz. E hoje ela parecia serena, o que me fez sorrir pra ela. Ela sorriu de volta, como sempre. Mas também seguiu nossa rotina diária e levantou-se. Continuou sorrindo, mas eu conhecia aqueles olhos, que ficavam tristes sabendo que aquele minuto estava acabando. O nosso minuto.
Levantou o rosto mais uma vez, e ela contraiu os lábios. Ela fazia isso quando pensava "eu te amo, sinto sua falta". Eu desviava o olhar por poucos milésimos, o que significava "eu também". Ela sorria de verdade de novo, fechava os olhos, balançava o cabelo para que caíssem os flocos de neve. Adorável.
Então foi embora., como todo dia estava atrasada para a aula por pegar o caminho mais longo. O nosso caminho.